Se eu te contasse que existe um clube secreto, cujos membros pertencem à classe mais poderosa da sociedade – banqueiros, milionários, magnatas da mídia, CEO’s, advogados, autoridades, traficantes de armas, militares condecorados, políticos, oficiais do governo e até mesmo o alto clero da Igreja Católica –, você acreditaria? Este clube se reúne sem regularidade, em um local secreto. Às vezes em locais distantes e às vezes escondidos. Mas jamais duas vezes no mesmo lugar. Normalmente, nem mesmo duas vezes no mesmo fuso horário. E esses encontros, essas pessoas... não vamos enrolar, vamos chamá-las do que são, os Mestres do Universo. Ou o Braço Executivo do Sistema Solar. Então, essas pessoas, os Executivos, usam os encontros como uma válvula de escape do cansativo e estressante negócio de estragar ainda mais o mundo e criar novas maneiras sádicas e diabólicas de torturar, escravizar e empobrecer a população. E o que eles fazem em seu tempo livre, quando querem relaxar? Deveria ser óbvio. Eles fazem sexo.
Juliette Society foi escrito pela Sasha Grey e lançado no Brasil pela editora Leya.
Sasha Grey é uma atriz pornô conhecida por fazer qualquer coisa e ter uma profundidade intelectual incomum no meio. Em todas as suas personagens, ela coloca questões filosóficas.
Quando fiquei sabendo do lançamento desse livro enlouqueci para ler e foi a minha primeira compra na Bienal, dia 31. Bom, eu odiei 50 Tons de Cinza mas sabia que esse seria diferente até porque a autora, digamos, entende do assunto.
Juliette Society conta a história de Catherine, uma estudante de cinema que namora Jake mas morre de atração por seu professor, Marcus. Por conta dessa atração ela conhece Anna e a sua nova amiga apresenta-a um novo mundo no quesito sexo.
Como se, num impulso determinado, ele tivesse rompido e liberado meu desejo. Comparo a proa de um navio abrindo caminho através do gelo. E eu sei que isso é apenas o começo, mas já estou querendo saber até onde posso ir, o quanto posso dar, e eu quero tudo.
Anna não vê limites para se satisfazer e aceita qualquer coisa, qualquer jogo. Uma de suas aventuras se passa em uma festa, num clube super exclusivo e secreto onde se encontra os homens mais ricos do mundo, chamado Juliette Society.
Entretenimento muito especial, no clube mais exclusivo, acessível apenas aos mais ricos clientes.
O livro estava levando uma nota três até o final, é previsível e ao mesmo tempo surpreendente. A autora conseguiu fazer uma enorme reviravolta que me prendeu até o fim. Não é apenas um livro erótico onde uma garotinha ingenua se apaixona por um cara rico, é um livro com um bom enredo que não cultua tabus.
A linguagem da Sasha é altamente suja, sem poupar nenhum detalhe. Catherine está certa da sua sexualidade e do que ela gosta, do que ela quer. E ela quer tudo o que pode ser oferecido. Ela é inteligente e o livro conta com muitas referencias cinematográficas. Além de Tesão, do Tico Santa Cruz, esse foi o único dessa temática que conseguiu me agradar e me fixar. O livro de estreia da autora leva, sem dúvidas, cinco estrelas!










