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26.11.15

Vida e Morte - Stephenie Meyer


Por incrível que pareça, Crepúsculo acaba de completar dez anos. Dez anos atrás, fomos apresentados ao mundo da humana que se apaixonou de forma incondicional e irrevogavelmente por um vampiro e conhecemos todas as complicações e maravilhas que isso poderia trazer para a vida dos dois e daqueles que os cercavam. 

Para comemorar o aniversário do livro, a autora decidiu reescrever a história original invertendo os gêneros dos personagens. Uma das grandes críticas a história original é da fragilidade da Bella e o questionamento se isso era só por ela ser uma mulher. Dessa vez, a autora mostra que a fragilidade não era por questões de gênero e sim por se tratar de um humano em relação a um vampiro. 

Confesso que tive um pouco de dificuldade para me adaptar aos personagens porque sempre me lembrava de Crepúsculo e imaginava que tudo aquilo estava acontecendo com a Bella e o Edward ao invés acontecer com de Beau e Edythe. Mesmo tendo lido o livro original a mais de cinco anos atras, eu ainda tive dificuldade de desassociar os personagens. 

Por falar em lembrar, foi muito legal me perguntar se algumas coisas aconteceram mesmo em Crepúsculo ou se foram alterações. A autora não pegou simplesmente o livro e reescreveu mudando apenas os gêneros e os nomes, ela criou uma nova história. Em Vida e Morte, voltamos para aquele mundo que já conhecemos e vemos como tudo poderia ter sido diferente. 

Eu gostei muito de ter lido o livro e recomendo para todos aqueles que já são fãs da série ou que se interessaram, nem que seja apenas um pouco. Talvez essa versão faça com que muitos enxerguem a série de maneira diferente. 




29.9.15

Gelo Negro - Becca Fitzpatrick



Gelo Negro foi escrito pela Becca Fitzpatrick, a mesma autora da série Hush, Hush, e foi publicado no Brasil pela editora Intrínseca, que me enviou um exemplar de cortesia. No Skoob, conta com a nota 4.2 numa escala de 0/5.

Eu não li Hush, Hush, mas tinha curiosidade para conhecer a escrita da autora. Na hora que vi que esse livro era sobre um mistério, não hesitei e decidi que iria lê-lo, mesmo que a premissa apresentada na sinopse parecesse um pouco clichê. 

Britt e a melhor amiga Korbie planejaram uma viagem para as montanhas na Cordilheira Teton, onde a família da Korbie tem uma casa. No entanto, por mais que tivessem se preparado, elas não estavam preparadas para a nevasca que encontraram no caminho e que as impediu de chegar até o destino. As opções eram ficar no carro com o aquecedor ligado até a gasolina acabar e depois morrem congeladas ou procurar algum abrigo ao redor. 

Após optarem pela segunda opção e andarem por um tempinho, elas encontram uma cabana com dois caras. Um parecia bem receoso e não queria ajudar as meninas, mas o outro se mostrou bem hospitaleiro. O que elas não esperavam é que eles eram foragidos e iriam mantê-las como reféns. Clichê, eu sei.

Porém, o livro é completo de reviravoltas. Ele começa com o caso de um desaparecimento de uma garota que saiu para beber e flertou com um cara errado. Outro clichê, sim, mas a história é cortada para o enredo envolvendo as duas amigas e a gente fica querendo saber o que afinal foi aquele começo. Depois, já era, não conseguimos mais largar até descobrir o último mistério. 

Confesso que, mesmo descobrindo uma coisa ou outra, fui pega de surpresa diversas vezes e gostei bastante disso. Nada podia ter me preparado para o desfecho da história e a resolução dos casos. Eu gostei bastante do livro e da escrita da autora. Classifico com quatro estrelas e recomendo a leitura. 

16.9.15

Mentirosos - E. Lockhart



Mentirosos foi escrito pela E. Lockhart, a mesma autora do famoso O histórico infame de Frankie Landau-Banks. O livro foi publicado no Brasil pela editora Seguinte. No Skoob, 5094 pessoas leram, 4618 querem ler e conta com nota média de 4.4 numa escala de 0/5.


A família Sinclair é uma família extremamente rica e, vista por quem está de fora, como perfeita. Todas as gerações da família foram criadas para manterem as aparências a qualquer custo e não deixar se abalar por nenhum problema que possa atingi-los. Por baixo da casca, eles vivem em intermináveis conflitos gerados pela ganancia em torno da herança e lidam com muitas perdas, mas isso não precisa ser do conhecimento de ninguém.

Eles são donos de uma ilha, onde todos os anos se reúnem para passar o verão. Os Mentirosos são o grupinho formado pelos netos, sendo Cadence a mais velha e narradora da história. No verão em que ela tinha 15 anos, a menina sofreu um misterioso acidente e tem que lidar com terríveis enxaquecas, depressão e o fato de não ter nenhuma lembrança do que aconteceu naquele verão. A família evitava falar do acidente e ela ficou dois anos afastada da ilha. Quando a Cadence voltou para lá, ela estava determinada a saber o que aconteceu.

Quando foi publicado no ano passado, só se falava sobre esse livro e eu me mantive bem curiosa para poder fazer essa leitura, mas só acabei lendo agora. Eu não sabia muito bem do que se tratava e o que esperar, mas estava bem ansiosa. A escrita da autora é bem fácil de ler e, quando o mistério está a ponto de ser resolvido, não conseguimos mais largar o livro, que eu terminei em apenas quatro horas.

A E. Lockhart foi extremamente inteligente e criativa ao escrever Mentirosos. Eu não consegui perceber o que iria acontecer o livro, mas depois que soube a resposta, percebi como tudo fazia sentido e que muitas pistas foram dadas ao decorrer da narrativa. Classifico o livro com cinco estrelas e recomendo a leitura!


15.9.15

Yaqui Delgado quer quebrar a sua cara - Meg Medina


Yaqui Delgado quer quebrar a sua cara foi escrito pela Meg Medina e é considerado um dos melhores livros de ficção para jovens adultos pela YALSA. No Brasil, o livro foi publicado pela editora Intrínseca, que me enviou um exemplar de cortesia. Conta com a nota média de 3.8 no Skoob, numa escala de 0/5.

Piddy Sanchez era uma ótima aluna no colégio em que estudava. Ela tinha amigos, tirava boas notas e não dava muitas preocupações para a mãe, que decide se mudar para outro bairro. Com a mudança, Piddy também teve que ir para outro colégio e as coisas começaram a se complicar. O livro já começa com a garota sendo alertada que a Yaqui Delgado queria quebrar a cara dela. De início ela não leva muito a sério, afinal nem conhece a tal Yaqui, mas depois percebe que o assunto era realmente preocupante. 

O colégio que teoricamente deveria ser um lugar onde ela se sentia confortável e segura se torna um inferno e a garota tem que conviver a todo minuto com o terror psicológico de estar sendo ameaçada por uma menina com fama de valentona que nutre um ódio gratuito por ela. A Piddy não queria dedurar a Yaqui com medo de piorar a situação, mas também não sabia o que fazer para melhorar e as coisas vão ficando cada vez mais sérias. 

Essa fase de colégio, graças a Deus, acabou para mim mas eu ainda tenho um grande interesse por livros que falam sobre isso, principalmente quando o tema é bullying. A vida da Piddy virou de ponta cabeça por um motivo tão banal e isso é algo que me incomoda muito. Acho que esse tipo de leitura deveria ser obrigatória para todas as pessoas dessa idade, tanto as vítimas quanto as agressoras. Eu tenho um pouquinho de esperança que elas consigam se colocar no lugar da outra e perceber o quão errado é isso. 

Além do ambiente escolar da moça e o medo que ela tem que conviver diariamente, o enredo do livro também fala sobre violência doméstica. No entanto, a escrita da autora é tão gostosa que não se tornou algo difícil de ser lido, mas deixou uma forte mensagem. Eu gostei do livro, classifico com quatro estrelas e recomendo a leitura principalmente se você ainda está no colégio.

2.8.15

Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven


Por Lugares Incríveis foi o primeiro livro YA escrito pela Jennifer Niven, que só havia se aventurado pelos romances adultos e não-ficção. Foi publicado no Brasil pela editora Seguinte. No Skoob, mais de quatro mil pessoas querem ler e conta com nota média de 4,6, após 1274 avaliações.

Violet Markey acabou de perder a irmã e se culpa um pouco. Ela costumava ser uma garota popular no colégio, tinha muitos amigos, um namorado e mantinha uma revista online com a irmã mais velha. Mesmo lidando com o luto, ela era vista como uma garota com uma vida perfeita. 

Theodore Finch é o esquisito do colégio e inúmeros rumores rodem o garoto, o tornando quase uma lenda. Cada dia ele aparece com um visual novo, tentando encontrar aquele que fará com que consiga se encaixar. A família dele é completamente problemática e violenta. 

Os dois se conheceram numa situação extremamente ruim: na torre do colégio, onde os dois pensavam em cometer suicídio, mas acabaram desistindo. Depois disso, o Theodore começa e perseguir a Violet e, após o professor sugerir um trabalho em dupla, ele já logo grita e diz que será a dupla da menina. 

A missão é de conhecer alguns lugares diferentes do estado deles. Mesmo com um monte de dificuldades, os dois começam a se aproximar por causa desse trabalho. 

É um daqueles livros que me deixa preocupada por ser extremamente real. Assim como Os 13 Porquês, ninguém consegue perceber o que está acontecendo na vida desses dois adolescentes. No começo, a leitura não estava me prendendo muito. Precisei dar a terceira chance para conseguir terminar e percebi o quão idiota tinha sido de não ter terminado ele antes.

Quando percebi o que iria acontecer, fiquei destruída. Foi uma leitura doída de se fazer, por ser bem pesada, mas eu realmente adorei o livro. Livro que, aliás, é muito bem escrito. A narração é dividida pela voz dos dois personagens principais e a autora realmente conseguiu construir muito bem dois personagens tão diferentes.

Ah, antes que eu me esqueça, eu li esse livro após uma resenha da Ana, no Poesia Destilada. Me identifiquei com cada palavra da resenha que ela fez e realmente acho que vocês deveriam dar uma conferidinha lá. 

Recomendo o livro para todos que gostam do gênero e que não são daqueles que vão julgar esses dois garotos por não entender aquilo que eles estão passando. Classifico com cinco estrelas

30.7.15

Os 13 porquês - Jay Asher


Os 13 porquês é o romance de estreia do Jay Asher e foi publicado no Brasil pela editora Ática. No Skoob, 12724 pessoas já leram, 12575 querem ler e conta com nota média de 4.3 numa escala de 0/5.

Bom, eu sempre me interessei muito pela premissa desse livro e sempre quis ler, mas nunca encontrava disponível ou por um preço razoável. Por algum milagre, achei na Saraiva por R$24 e não resisti, acabei comprando. Assim que chegou, parei tudo para começar a ler já com altas expectativas, o que pode ter sido um grande problema.

Clay é um garoto aparentemente legal que, certo dia, chega do colégio e encontra uma caixa sem remetente com treze fitas numeradas de 1 até 13. Ao escutar a primeira, ele descobre que essas fitas foram gravadas pela Hannah, a menina que ele era apaixonado e que cometeu suicídio alguns dias antes. Cada uma delas era para uma pessoa da lista que fez com que a menina decidisse realmente se matar.

A regra ela bem simples: a pessoa ouviria as treze fitas e passaria para a próxima na lista. Se alguém quebrasse esse ciclo, uma cópia de cada iria a público e todos saberiam o que eles fizeram para a menina. Mesmo praticamente se torturando, ele ouve todas as fitas e conseguimos saber tudo o que estava se passando na vida da Hannah naquele momento.

É um livro pesado e sério que aborda muitas questões problemáticas que são extremamente reais e fáceis de encontrar na nossa vida, principalmente naquela época de escola. Se você nunca passou por nada semelhante, talvez alguém ao seu lado estivesse passando. Muitos de nós conseguem forças para lidar com isso, mas a personagem não teve. 

Eu torcia para que a Hannah desistisse da ideia, mas já não havia mais como. A garota já estava, de fato, morta. Um dos pontos que eu não gostei muito no livro, foi o fato de não ter me apegado a personagem sem nem saber ao certo o motivo. Tirando isso, foi uma leitura incrível. O autor escreve muitíssimo bem, intercalando a narração do Clay e da Hannah. Classifico esse livro com quatro estrelas


12.7.15

Para Todos os Garotos Que Já Amei - Jenny Han


Para Todos os Garotos Que Já Amei foi escrito pela Jenny Han e é um dos lançamentos de junho da editora Intrínseca, que me enviou um exemplar de cortesia. No Skoob, 3607 pessoas querem ler e conta com nota média de 4.4 após 376 avaliações.

Lara Jean tem dezesseis anos e é aquela típica boa garota que nunca dá trabalho para o pai, que é um médico e passa muito tempo fora de casa. A mãe dela morreu anos atrás e o papel de "mãe" foi assumido pela irmã, a Margot, dois anos mais velha do que ela.  No entanto, Margot decide fazer faculdade em outro país e a Lara passa a exercer essa função e cuidar da irmã mais nova, a Kitty

Uma particularidade da protagonista é que ela escrevia cartas para todos os garotos que ela gostou. A diferença é que não eram cartas de amor. Ela escrevia para colocar um final no sentimento e conseguir seguir em frente. Lara guardava todas as cartas numa caixa em segredo. Até que, certo dia, alguém envia todas elas para os destinatários e uma grande confusão começa a se desenrolar na vida da menina. 

Quando solicitei o livro para resenha, tinha lido uma coisa ou outra, mas nada muito a fundo. Só sabia que era sobre uma garota que escrevia cartas para os caras que ela gostava mas nunca enviava e isso foi o suficiente para que eu me interessasse. Alguns anos atrás, eu era muito adepta a essa pratica. Eu escrevia muito sobre tudo mas eram coisas extremamente pessoais.

Para Todos os Garotos Que Já Amei tem uma narrativa leve e gostosa. As meninas não se vitimizam por serem órfãs ou coisa parecida, o que poderia tirar um pouquinho a leveza do livro. Eu esperava por algo clichê, mas fui surpreendida e realmente gostei bastante do que eu li. 

No final fiquei meio desesperada porque não conseguia enxergar o desfecho que eu imaginava nas poucas páginas que faltavam. E eu estava certa. O livro terá uma continuação chamada Ps.: Ainda Amo Você, que já estou bem ansiosa para ler. Recomendo a leitura caso você esteja procurando um young adult com leitura rápida e leve. Minha nota é de cinco estrelas.

8.7.15

Quem é você, Alasca? Edição de 10 anos - John Green


Quem é você, Alasca? foi escrito pelo John Green, o mesmo autor de A Culpa é das Estrelas e eu não irei falar nada sobre o enredo do livro nesse post. Alguns anos atrás, fiz uma resenha sobre ele e vocês podem conferir clicando aqui. No post de hoje, eu vou comentar sobre a edição comemorativa que foi publicada pela Intrínseca, que me enviou um exemplar de cortesia. 

Não é a primeira vez e possivelmente não será a última que eu falo aqui no blog ou no canal que Quem é você, Alasca? é um dos meus livros favoritos e mudou minha vida. Como eu já disse no post sobre o John no Brasil, a Alasca foi a minha melhor amiga por muito tempo. É um misto de sensações quando eu penso que uma garota tão autodestrutiva é um exemplo para mim. Acho que vocês já perceberam o quanto esse livro pisa no terreno de "assuntos pessoais". 

Essa edição conta com algumas páginas inéditas, sendo elas uma apresentação do livro alguns anos depois de ter sido escrito e lido pela ultima vez autor, cenas que foram cortadas durante a edição e, a minha parte preferida, algumas perguntas que o John respondeu. Ele diz se gosta da Alasca como pessoa, se é semelhante com ela de alguma forma, o que o inspirou a escrever o livro, conta histórias sobre quando estava num colégio interno e o que falaria para uma garota que se sente como a personagem. Quando eu li essa resposta, me senti abraçada por ele, de verdade. 


Eu li e reli muitas vezes a edição da WMF Martins Fontes, o que fez com que eu chegasse a decorar muitos trechos do livro. Como a edição da Intrínseca tem uma tradução diferente, eu ficava um pouco incomodada em algumas partes. Pode parecer loucura, mas eu achava a outra edição um pouquinho mais pesada. No entanto, acho que isso foi algo bem pessoal e não tirou nem um pouco o brilho de Quem é você, Alasca?. 

Sou suspeita para recomendar esse livro, já que a minha vontade é de sair distribuindo um exemplar para cada pessoa que eu encontro na rua. Eu realmente acho que muitas pessoas, independente da idade, podem se identificar muito com a Alasca, o Miles, o Takumi, o Coronel ou qualquer um dos personagens. Todos eles são bem reais, sabe? Daquele tipo que nós realmente podemos encontrar nas ruas e que podem entrar na nossa vida a qualquer momento. Eu gostei muito dessa edição, principalmente pelos extras e acho que eles são de grande valor para quem já é fã do livro, para quem não gostou tanto e procura algumas explicações e/ou para aqueles que irão dar a primeira chance para esse labirinto. 

16.4.15

Quase uma Rockstar - Matthew Quick


Quase uma Rockstar é o terceiro livro do Matthew Quick publicado no Brasil pela editora Intrínseca, que me enviou um exemplar de cortesia para eu ler e resenhar. 

Depois do termino com a mãe de Amber, o ex expulsou ela e a mãe da casa onde viviam juntos. Então, as duas foram morar no ônibus escolar que a mãe dirige para sobreviver. Ela é alcoólatra e gasta todo o dinheiro que ganha para manter o seu vício e quase nunca come. Todas as noites sai em busca de algum homem rico para bancá-la. A mocinha do livro esconde esse fato de todos que conhece. 

Enquanto isso, Amber, uma garota de 17 anos, faz parte do clube "Os Cinco", que reúne ela e os quatro garotos mais diferentes/estranhos do colégio. Na casa de um deles que a menina consegue ter uma vida mais normal. 

Donna, a mãe de um desses garotos, é uma advogada bem sucedida que dá muito amor ao filho autista chamado Ricky e não deixa faltar nada para a Amber quando ela está na sua casa. Desde comida até maquiagens caras, ela faz tudo que pode pela garota. 

Quando não está na casa da Donna, no colégio ou no ônibus, Amber está fazendo boas ações. Ela ensina inglês para coreanas na igreja, passa as tardes com velhinhos num asilo e tenta trazer mais esperança para a vida de todos que estão ao seu redor. No entanto, algo acontece e traz uma reviravolta para a vida dela, fazendo a garota cair numa profunda depressão.

Eu já havia lido outro livro do autor, O lado bom da vida, e ele não foi um dos meus favoritos. Tentei dar uma chance ao Perdão, Leonard Peacock mas achei que as enormes e desnecessárias notas de rodapé eram meio cansativas. Não sabia muito bem o que esperar de Quase uma Rockstar

Eu gostei da história, mas não gostei da personagem. Com 17 anos, a Amber soa bem infantil para mim. Podia confundir a garota com uma de 15 anos facilmente. Não sei se é porque estou acostumada a ler sobre garotas dessa idade fazendo maldades, como em Pretty Little Liars, mas isso me irritou bastante. 

Classifico com três estrelas esse livro do Matthew Quick e não tenho certeza se quero continuar dando chances para o autor. Se o fato da idade não for incomodo e você esteja procurando uma leitura não tão leve, no entanto, doce, te recomendo o livro.

3.3.15

Caixa de Pássaros - Josh Malerman


Caixa de Pássaros é o primeiro livro escrito pelo Josh Malerman e publicado no Brasil pela editora Intrínseca, que me enviou um exemplar de cortesia. No Skoob, tem nota média de 4.2 e mais de 3300 pessoas querem ler. 

Malorie mora com a irmã e acabou de descobrir que estava grávida. Como se ser uma mãe solteira não fosse assustador o suficiente para uma garota que acabou de se formar na faculdade, uma série de noticias sobre assassinatos seguidos de suicídio bombardeiam os veículos de comunicação. No começo, ela era bem cética quanto a isso, mas a irmã acreditava bastante.

A loucura era desencadeada após as pessoas verem alguma coisa, que ninguém ainda sabe o que é. Então, a única forma de proteção é fechar os olhos. Com medo, todo mundo começa tampar todas as janelas com cobertores, papelão ou madeira e só saem de casa com os olhos vendados. No entanto, como fugir do mal sem saber exatamente qual é a sua forma?

O livro intercala o presente e o passado, mostrando uma grande evolução da personagem principal. A garota que antes não acreditava em nada disso, agora treina os filhos de forma bem dura para que eles possam ouvir bem para se protegerem, já que não podem abrir os olhos de forma alguma quando estão fora de casa. Ela se questiona se isso é realmente infância e procura uma forma de melhorar a vida dos filhos.

A narrativa é extremamente tensa e cheia de suspenses, daquelas que prende a minha atenção do começo ao final. Pode parecer clichê, mas não consegui parar de ler até terminar o livro. É escrito em terceira pessoa, mas o ponto principal é a garota, embora apresente diversos outros personagens que passaram pela vida dela durante esses anos. 

Eu queria saber qual fim a Malorie e os filhos teriam. Até bem perto do final, para mim, ele beirava a perfeição. No entanto, eu acho que esperava outro desfecho para a história. Classifico com quatro estrelas e recomendo, sem hesitar, para todos os fãs de suspense.

26.2.15

O Massacre da Serra Elétrica - Stefan Jaworzyn


O Massacre da Serra Elétrica [Arquivos Sangrentos] foi escrito pelo Stefan Jaworzyn e publicado no Brasil pela editora DarkSide Books em duas edições. Uma é a de luxo, com capa dura e com alguns materiais extras e a outra, a que eu tenho, é em paperback, mas não deixa a desejar de forma alguma. Como todos os outros que eu tenho da editora, o trabalho gráfico é incrível!

Quando comprei o livro, eu imaginava outra coisa. Comprei pensando que seria o enredo, a história do filme, assim como é Psicose, mas na verdade é um livro documentário e isso atrasou minha leitura um pouco. Eu queria ler o livro antes de ver o filme para me surpreender, mas tive que fazer o contrário. 

Para quem não conhece o enredo, o filme conta sobre um grupo de jovens que para para pedir ajuda. É bem clichê, na verdade, mas o jeito que foi mostrado revolucionou o cinema. Então, eles encontram essa casa, onde uma família canibal e assassina mora. Assim como Psicose, a história também é baseada no Ed Gein, um dos serial killers mais famosos de todos os tempos.

Em Arquivos Sangrentos, nós ficamos por dentro de como foi todo o processo de criação do filme e de tudo que ele significou para a história do terror. Eu conheci várias curiosidades e achei incrível.

Por causa do baixo orçamento, eles não tinham como refrigerar o set e, no calor do Texas, toda aquela carne estava apodrecendo. A atriz Marilyn Burns foi uma das que mais sofreu, tendo até mesmo desmaiado no set após uma filmagem. Em uma das cenas finais, ela manca pois realmente havia se machucado. 

As cenas do filme são tão realísticas pois os atores realmente sofriam com elas. As expressões de dor e nojo eram reais. 

Já que não lavaram nossas roupas por seis semanas, ficou cada vez mais fácil, nos apropriamos do ambiente da família e viramos a família...
Ed Neal 
No entanto, nem tudo que aconteceu com eles foi completamente horrível. Houveram histórias engraçadas também, como a vez que colocaram maconha nos brownies que o elenco, sem saber, comeu. Imagina uma pessoa chapada correndo com uma serra elétrica nas mãos.


Eu adorei conhecer mais sobre o filme, que também adorei depois de ter assistido e recomendo para os fãs de cinema e terror. O livro não fala só sobre o primeiro filme, mas sobre as continuações também. Classifico com quatro estrelas.

8.2.15

365 Dias Extraordinários - R.J. Palacio


365 Dias Extraordinários - O livro de preceitos do Sr. Browne é um livro que se originou de Extraordinário, ambos escritos pela R.J. Palacio e publicados no Brasil pela editora Intrínseca, que me enviou um exemplar do primeiro de cortesia. 

Quem leu Extraordinário possivelmente se lembra do Sr. Browne, o professor de inglês do Auggie, que todo começo de mês apresenta um preceito para os seus alunos e, no final, eles fazem uma redação sobre o que foi escrito no quadro e discutido na sala de aula, fazendo com que eles se interessem mais em praticar redações. Se vocês ainda não viram minha resenha sobre o livro, é só clicar aqui

Quando estava na faculdade, o professor descobriu que existia um escritor que tinha o mesmo nome que ele e leu muitas das obras que o autor havia publicado. Num dos livros, ele se sentiu bastante tocado por uma frase, que anotou. Depois de muito tempo carregando esse pequeno pedaço de papel para todo lugar, ele adquiriu a pratica de anotar os preceitos.

 

365 dias extraordinários conta com um por dia, sendo uma frase de personalidade famosa, de algum aluno do sr. Browne ou de autoria de leitores que enviaram suas palavras para a autora. Aliás, eu adorei isso! A autora recebeu mais de mil emails com preceitos e cem deles estão no livro.


Você pode ler tudo de uma vez, só, como eu fiz, ou uma página por dia. No final de todo mês, o professor escreve algo sobre sua vida, seus alunos e finaliza mistérios que ficaram em aberto no Extraordinário. Sendo assim, é bem mais legal ler se você já tiver lido o primeiro livro.


Eu, vira e mexe, preciso de um livro mais leve e adorei ler esse. A leitura foi bem rápida, porque a maioria das páginas conta com apenas o preceito do dia. Então, em poucas horas terminei e já coloquei ele entre os meus favoritos. Outra coisa que eu acho importante citar é o trabalho incrível que a editora Intrínseca fez. 365 dias extraordinários tem capa dura e uma diagramação linda! Recomendo o livro e classifico com quatro estrelas


25.1.15

O Exorcista - William Peter Blatty


O Exorcista foi escrito pelo William Peter Blatty e é um dos maiores clássicos na literatura e cinema de terror. Algum tempo atrás, a editora Agir publicou uma edição de quarenta anos e, por ser difícil de se encontrar, acabei comprando na primeira livraria que achei, sem nem pensar em pesquisar o preço. 

Eu assisti o filme, no mínimo, uns cinco anos atrás, eu devia ter uns 13 anos e ele não me amedrontou. Aliás, não consigo lembrar de um filme conseguir me amedrontar. Não sei se é por eu não acreditar em nada do que está sendo exibido, mas eu não consigo ter medo de filmes de terror. 

Então, li algumas resenhas que falavam que o livro era extremamente mais pesado. Na verdade, tinha até uma que diziam não ter conseguido ficar mais com o livro em casa de tão assustador que era. Ok, decidi comprar e ver se realmente era isso tudo. 

O enredo é sobre a Regan McNeil, uma garotinha de oito anos que começa a apresentar episódios estranhos e faz com que a mãe, Chris McNeill, pense que ela está com alguma doença psiquiátrica. Procurando uma explicação para as mudanças de comportamento da filha e acusações estranhas como quando ela disse que a cama estava se mexendo, Chris leva Regan para os melhores especialistas e nenhum consegue fazer um diagnostico preciso para a tal doença da menina.

Então, a mãe começa a cogitar a ideia de que a Regan estava, na verdade, possuída por demônios. Chris encontra o padre Damien Karras e tenta convence-lo de ajudar a menina. No entanto, o padre não acredita muito e faz diversos estudos sobre o caso, até se convencer de que um exorcismo realmente precisa ser realizado.

Quem já assistiu o filme consegue facilmente notar que ele é muito fiel ao livro. Porém, a história de William Peter Blatty conta com mais acontecimentos em torno do fato principal. O que mais me incomoda em O Exorcista, assim como n'O Iluminado, é por se tratar de uma criança. São cenas extremamente feias sobre uma menina de oito anos!

Eu gostei do livro, mas esperava mais por ter altas expectativas de realmente nem conseguir terminar a leitura de tanto medo. A leitura para mim foi rápida e eu acabei no mesmo dia. O final deixa um pouquinho a desejar, eu esperava mais. Enfim, eu classifico com quatro estrelas e indico se você estiver procurando um livro de terror que muitos dizem ser extremamente assustador, mas não funcionou dessa forma comigo.

22.1.15

Dexter: A Mão Esquerda de Deus - Jeff Lindsay



Dexter: A mão esquerda de Deus é o primeiro livro da série escrita pelo Jeff Lindsay e publicado no Brasil pela editora Planeta que deu origem a clássica série de TV intitulada Dexter. 

Eu assisti o piloto da série muito tempo atrás e não dei continuidade, mesmo gostando bastante. Aliás, sempre faço isso. Eu assisto o piloto e vou pro piloto da próxima série. Alguns meses atrás, decidi voltar e dar mais uma chance para o querido assassino em série e entrei num incrível vórtice em que só conseguia pensar nele. Com as primeiras temporadas extremamente boas, é muito fácil se viciar. 

Então, veio minha onda de procurar saber o máximo possível sobre algo que me fascina muito: os serial killers. Comprei diversos livros sobre o assunto, como o Anatomia do Mal, Louco ou Cruel? e Psicose, mas nunca comprava o Dexter pelo simples motivo de ser uma série grande com livros bem caros. 

Algum tempinho atrás, fui na livraria e acabei não resistindo. Pedi o primeiro livro pra vendedora e cheguei em casa louca para ler, mas fui surpreendida ao notar que na verdade ela me vendeu o segundo porque eles não tinham o primeiro lá. Se passaram alguns dias, eu tentei ler em ebook mas minha mãe ficou com dó e acabou me dando os seis primeiros volumes da série, faltando só o sétimo e último.

Dexter é um serial killer, e perito em sangue da polícia de Miami, movido por um código que só permite que ele mate assassinos que não são pegos pela lei e que ele pode afirmar que continuarão matando. E essa é uma das grandes magias de Dexter, pois nós acabamos achando justo o que o cara faz. Nós criamos afeição pelo psicopata e não conseguimos nos desgrudar dele.

Bom, o primeiro volume é bem semelhante a primeira temporada da série. No entanto, claro, a história é um pouco mais reduzida e acontecem muito mais coisas na televisão do que no livro afinal a temporada tem 12 horas no total e o livro um pouco mais de 250 páginas.

Um assassino em série está a solta pelas ruas de Miami matando prostitutas. Os corpos são encontrados de uma forma bem diferente: sem nenhuma gota de sangue, extremamente limpo e em pedaços. Louco para descobrir quem é o dono dessa incrível, e melhor, técnica, o Dexter se empenha em encontrar o serial killer conhecido como Assassino do Caminhão de Gelo. Uma coisa que me agradou muito foi a confusão mental do Dexter sobre isso, já que ele chega até mesmo a cogitar a ideia de que era ele que estava cometendo aqueles crimes.

Eu amo a série, é de longe a melhor série que eu já assisti, e o livro não me decepcionou. É diferente, claro, mas ainda assim é incrível. A narrativa é rápida, fluida e bem escrita. O Jeff Lindsay fez realmente um trabalho incrível ao escrever o livro. Os personagens são ótimos, principalmente a irmã do Dexter, a Debora. Classifico com cinco estrelas, recomendo de olhos fechados para quem gosta desse tipo de assunto e estou bem curiosa para continuar lendo a série.

15.1.15

Poder - Sarah Pinborough



Poder é o terceiro e último volume da série Encantadas escrita pela Sarah Pinborough e publicado no Brasil pela editora Única, que me enviou um exemplar de cortesia. No Skoob, a nota média é de 4.1.

Certo dia, o rei decidiu que o príncipe precisava viver uma grande aventura antes de assumir o trono. Então, convidou - para não dizer que ele ordenou - o melhor caçador do reino para acompanhar o seu filho nessa tal aventura. Os dois iriam para um reino misterioso rodeado por árvores, onde ninguém entrava ou saia.

No caminho, os dois encontram uma garota, que é uma versão da Chapeuzinho Vermelho e ela se junta a eles, pois sempre teve curiosidade para entrar no reino. Quando eles finalmente conseguem chegar até lá, os três encontram algo bem curioso: a cidade inteira estava em um sono profundo e eles encontram uma forma de resolver esse problema. No entanto, será que realmente era um problema? As coisas começam a ficar bem perigosas para os três.

Poder é uma mistura de A Bela Adormecida, A Bela e a Fera e Chapeuzinho vermelho. Os três contos se entrelaçam de forma incrível e extremamente inteligente. Porém, como eu disse nas resenhas dos volumes anteriores, embora se trate de releituras de contos de fadas, esses livros estão longes de serem infantis, contendo muito sexo e até mesmo violência. 

Quando comecei a ler a saga, não dava nada para ela e me surpreendi muito. Não sou muito fã de releituras, mas as escritas pela Sarah Pinborough conseguiram me fisgar. Eu devorava os livros assim que recebia da editora e ficava com aquela vontade de começar o outro logo. Como eu já disse nas outras resenhas também, eles não precisam ser lidos na ordem de publicação.

Bom, eu classifico esse livro com três estrelas e recomendo se você estiver procurando algo de leitura rápida e viciante.

1.1.15

Annie - Thomas Meehan



Annie foi escrito pelo Thomas Meehan em 1972 inicialmente para ser um musical da Broadway e depois o autor reescreveu para transformá-lo nesse livro publicado no Brasil pela Intrínseca, que me enviou um exemplar de cortesia. 

Durante a Grande Depressão, em 1933, o país estava em crise e muitos perderam tudo que tinham. Nesse ano, Annie foi deixada num orfanato com um bilhete que dizia: "Por favor, cuide bem da nossa menininha. O nome dela é Annie e nós a amamos muito. (...) Logo vamos voltar para buscá-la. (...)" e metade de um medalhão, que seria usado pelos pais para identificá-la. 

Após sofrer diariamente nas mãos da diretora do orfanato e sem perder as esperanças de que os pais ainda queriam a encontrar, Annie decide se aventurar sozinha em busca deles, aos 11 anos, nas ruas de uma Nova York congelante com apenas um fino casaco de lã, sem nenhum dinheiro e comida. A garota passa por diversas situações que a fazem até mesmo questionar se tinha feito bem ao fugir do orfanato. 

No entanto, nem tudo é horrível na vida da pequena Annie pois certo dia ela tem a chance de passar os feriados de final de ano na casa de um dos homens mais ricos dos Estados Unidos e a otimista garotinha se diverte como nunca tinha feito antes. Se ela encontrou os pais? Bom, aí só lendo para saber.

O livro tem uma linguagem fluida, rápida e um pouco infantil, mas é extremamente doce de se ler. Vira e mexe eu me pego precisando de uma leitura dessas e Annie veio no momento perfeito. Com um pouquinho mais de duzentas páginas, terminei rapidamente o livro que me encantou do começo ao fim. Sendo uma das melhores leituras do ano, bem no finalzinho dele, com cinco estrelas.

28.12.14

O Começo de Tudo - Robyn Schneider


O Começo de Tudo foi escrito pela Robyn Schneider, uma escritora e atriz norte-americana viciada em internet e publicado no Brasil pela Novo Conceito, que me enviou um exemplar de cortesia. No Skoob, 1082 pessoas querem ler.

Certa vez, lendo algumas resenhas, vi alguém dizendo que a escrita dessa autora se parecia muito com a do John Green e que, quem é fã do autor, possivelmente iria gostar desse livro. Então, é claro, eu soube que precisava lê-lo. 

Ezra Faulkner era aquele tipico garoto popular que nós vimos nos filmes sobre estudantes americanos. Fazia parte de um dos times da escola, tinha uma namorada bonita e tudo para ser eleito o rei do baile. No entanto, a vida dá uma girada drástica quando, ao pegar a namorada dele com outro, o garoto sofreu um grave acidente de carro, fazendo com que ele tenha que sair do time, pois não poderia nunca mais jogar. Ele passa a noite do baile no hospital e nenhum dos seus antigos amigos vão visitá-lo durante toda a sua estadia lá.

Ao voltar a frequentar as aulas, ele se vê sem amigos e entra na turma de debate. Então, ele se reaproxima do antigo amigo, que está longe de ser um dos "legais" e se apaixona pela Cassidy Thorpe. Assim como todos os livros do John Green, a minha personagem favorita é aquela pela qual o personagem principal se apaixona.

Cassidy Thorpe tem um jeito meio Alasca Young. A garota é completamente bipolar, impulsiva, misteriosa e afasta as pessoas. Mas, ao mesmo tempo, é inteligente e engraçada. Eu realmente gostei muito dela, mas é claro que ela seria um grande enigma para o apaixonado Ezra Faulkner.

Com uma leitura rápida, o livro é daqueles que te prende. Passei a noite toda lendo por não conseguir largar. O final me decepcionou um pouquinho, porque eu torcia para outro desfecho, mas eu gostei do livro. Classifico com quatro estrelas e indico para quem procura uma leitura jovem adulta leve.

25.12.14

Louco ou cruel? - Ilana Casoy

 
"Todo homem tem seu próprio gosto. O meu é por cadáveres." - Henri Bolt
Louco ou cruel? é um dos livros do Arquivos Serial Killers escrito pela Ilana Casoy, uma brasileira especialista em serial killers. A edição definitiva foi publicada pela editora Darkside, que fez um incrível trabalho com a publicação. Como é de costume da editora, o livro ficou extremamente bem diagramado.

"Durante uma entrevista, respondendo à pergunta 'O que você pensa quando vê uma menina bonita andando pela rua?', a resposta honesta: 'Eu imagino como sua cabeça ficaria em um espeto.'" - Edmund Kemper
Como já disse na resenha de Anatomia do Mal, os serial killers me fascinam pelo simples fato de serem reais. Todos aqueles monstros que nós víamos nos filmes, como vampiros e lobisomens, não existem, mas os serial killers sim. E juntando ao fato de que sempre me interesso por saber até onde a mente humana é capaz de ir, é claro que fico louca para ler os livros que se tratam do tal assunto. Quando comecei a ler Louco ou cruel? tive um pouco de medo de ser algo muito repetitivo para mim, que tinha terminado a leitura de Anatomia do Mal pouco tempo atrás. No entanto, isso não aconteceu. A narrativa e a abordagem da Ilana Casoy é muito diferente e me fixou do começo ao fim, fazendo com que eu devorasse a leitura.

"Você não pode afirmar que aprecia ou entende Picaso sem estudar suas pinturas. O projeto de trabalho de um serial killer bem-sucedido é tão cuidadoso quanto o de um pintor que planeja uma tela. Eles consideram o que fazem uma arte." - John Douglas, FBI
O livro apresenta questões de criminologia, direito e psicologia para tentar desvendar os motivos dos assassinos terem agido de tal forma. Apresenta também como funciona o trabalho da policia para tentar desvendar esses crimes, desde a parte de traçar semelhanças entre um assassinato e outro até como é fazer um perfil criminal para saber quem poderia estar por trás daquilo. Algumas páginas depois, somos apresentados as histórias de 16 dos mais famosos e chocantes serial killers de todos os tempos. Entre eles se encontram o Ed Gein - o homem que inspirou Psicose e o Massacre da Serra Elétrica, Jeffrey Dahmer e o Zodíaco - o serial killer que desafiou a polícia, mas nunca foi pego. 

"Eu não queria machucá-los, apenas queria matá-los". - David Berkowitz
Eu me interesso muito pelo Zodíaco e gostei muito da abordagem de Louco ou Cruel? ao contar mais sobre ele, pois a autora realmente foi bem a fundo na história e me mostrou muita coisa que eu nem fazia ideia sobre ele. Para mim, é uma das melhores leituras no que se trata de serial killers. Recomendo, de olhos fechados, Louco ou cruel? para todos que, assim como eu, gostam do assunto, lembrando que é extremamente violento e descritivo.

21.12.14

Vinte Garotos no Verão - Sarah Ockler



Vinte Garotos no Verão foi escrito pela Sarah Ockler e publicado no Brasil pela editora Novo Conceito, que me enviou um exemplar de cortesia, contando com 288 páginas. No Skoob, 1971 pessoas querem ler e recebeu nota média de 3.9.

Eu sempre ouvi muita gente falando bem sobre esse livro e, assim que o meu exemplar chegou, fiquei ansiosa para ler. No entanto, sempre acabava adianto a leitura e, quando peguei finalmente o livro, já nem me lembrava direito qual era a premissa dele. Então, decidi nem ler a sinopse e mergulhei as cegas na leitura.

Vinte Garotos no Verão é narrado pela Anna, uma garota que sempre foi apaixonada pelo Matt, irmão da sua melhor amiga chamada Frankie. Os três eram inseparáveis, até que no momento em que tudo corria extremamente bem para eles, os personagens se envolvem num acidente de carro que ocasionou a morte do Matt.

Um ano depois, na esperança de seguir com a vida, a família da Frankie retorna ao local onde eles sempre passavam as férias e convidam Anna para ir junto dessa vez. Então, Frankie combina com a amiga de conhecer vinte garotos durante a viagem, um para cada dia. 

Vinte Garotos no Verão é sobre perda, luto, segredos, problemas familiares, problemas de adolescentes e amizade. Frankie mudou muito após o falecimento do irmão e a mãe parece nem notar. Anna sofre profundamente com o ocorrido, mas ninguém leva tão a sério por ela não pertencer a família. 

Eu gostei do livro, mas acho que tudo ocorreu de forma muito superficial. A autora poderia ter explorado muito mais todos os temas que ela propôs ao enredo. Pelo tanto que falavam, eu esperava bem mais. Ele fala sobre temas pesados, mas não me causou nenhum sentimento, diferente de tantos outros que já li. Recomendo se você estiver procurando um jovem adulto de leitura rápida e classifico com três estrelas. 

18.12.14

Serial Killers: Anatomia do Mal - Harold Schechter


Serial Killers: Anatomia do Mal foi escrito pelo Harold Schechter e publicado no Brasil com uma edição maravilhosa feita pela Darkside Books. Eu tinha feito uma promessa a mim mesma de que não iria comprar nenhum livro esse ano, mas não consegui resistir. Quebrei ao comprar Psicose, da mesma editora, e depois comprei o Anatomia do Mal.

Quando li Psicose fiquei tão fascinada que resolvi ir atrás de tudo sobre a história. Em determinado momento, descobri que esse livro falava sobre Ed Gein, o homem que inspirou o Robert Bloch e isso foi um grande motivo para eu decidir comprá-lo. No entanto, não satisfeito, descobri que ele fazia uma menção ao Dexter, o serial killer da série que leva seu nome. Pronto, nada tirou da minha cabeça que eu precisava ler o Serial Killers: Anatomia do Mal.

Adoro o tema e não sou nem um pouco sensível a esse tipo de leitura, mas não consegui ler com grande velocidade esse livro. Não sei se era por não se tratar de uma história com inicio, meio e fim, mas demorei uns bons meses para terminá-lo. Não que isso fosse algo ruim, longe disso, até porque, todas as vezes que eu parava para lê-lo, sentia que estava lendo um dos melhores livros da vida. 

Anatomia do Mal é uma enciclopédia para quem gosta de serial killers ou gosta de saber até onde a mente humana é capaz de chegar. Com um aviso na capa, ele não é recomendado para pessoas sensíveis e/ou menores de 18 anos por ser extremamente descritivo e violento. O livro conta como os assassinos mataram, o que os tornaram os monstros que são e como eles acabaram. Analisa vários serial killers famosos na história, tanto os reais como os da cultura pop, diferencia os tipos de assassinos e vai responder muitas das suas perguntas sobre o assunto. 

Eu me interesso muito por serial killers pois diferentemente daqueles monstros que nós lemos nas histórias por aí, eles são reais e adorei o livro. A edição é linda, de capa dura, toda ilustrada e bem trabalhada. Classifico com cinco estrelas e recomendo de olhos fechados se você, assim como eu, é fã ou apenas um curioso do assunto.
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